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SGDC sinaliza desenvolvimento brasileiro

Por: Redação

23 de março de 2018

A AFEL é parte do projeto que levará internet às áreas mais remotas do país e será determinante para a soberania nacional

Obras do COPE-S, no Rio de Janeiro.

Oferecer internet banda larga de qualidade para toda a população brasileira parece uma realidade distante, mas não é! A Almeida França está fazendo parte desta conquista. Somos os responsáveis pela construção de dois Centros de Operações Espaciais (COPEs), complexo de operação e centro de processamento de dados do 1º Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) da Telebras. Entenda abaixo:

 

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC)

A Visiona Tecnologia Espacial (empresa formada pela união de investimentos da Embraer e Telebrás), iniciativa privada e de órgãos como Ministério da Defesa, AEB e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculados ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), adquiriram e lançaram ao espaço no dia 4 de maio de 2017 o 1º Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O lançamento aconteceu em Kourou, na Guiana Francesa.

 

O projeto tem uma missão social e estratégica: servirá para ampliar a distribuição de internet em alta velocidade a regiões remotas do Brasil, além da criação de uma rede interna para as Forças Armadas. A Banda X, operada pelo Ministério da Defesa, vai possibilitar um melhor monitoramento e controle das fronteiras e até oceanos.

 

O território brasileiro tem 8,5 milhões de quilômetros quadrados de superfície territorial. Com a capacidade da banda Ka, o satélite deverá cobrir além, alcançando uma área de 10,6 milhões de quilômetros quadrados. Além disso, o satélite possui capacidade de 60 Gbit/s, disponibilidade anual garantida de 99,5%, velocidade de acesso de 100 até Mbit/s, cinco estações de comunicação e dois Centros de Operações Espaciais (COPEs).

Obra do Centro de Operações Espaciais Principal (COPE-P), em Brasília.

Com o SGDC o governo brasileiro acredita no desenvolvimento socioeconômico da população, principalmente a de áreas mais remotas. Isto porque o acesso à internet traz benefícios à áreas básicas de serviço público como escolas, hospitais, órgãos responsáveis pela emissão de documentos, segurança nacional, rodovias, indústrias, comércio, sistema bancário, agronegócio, segurança pública, entre outros. Tudo isso, com a garantia da segurança das informações ali armazenadas.

“A Telebrás concluiu a instalação das três antenas Gateways que compõem o Projeto SGDC-1, em terra, além das outras duas antenas Gateways que estão instaladas aqui, no COPE-P em Brasília, e no COPE-S, no Rio de Janeiro. Obras orçadas em R$ 134 milhões de reais, que geraram mais de mil empregos diretos e indiretos, e que estão sendo entregues no prazo”, lembra Maximiliano Martinhão, presidente da Telebrás.

Atualmente, todos os satélites que servem o Brasil são controlados por organizações estrangeiras. Equipamentos caros, alugados e que oferecem risco no compartilhamento de informações.

 

Os Centros de Operações Espaciais (COPEs)

Agora, com o satélite já lançado ao espaço, o restante da infraestrutura necessária já está sendo realizada aqui em terra. A Almeida França Engenharia é a responsável pela construção do Centro de Operações Espaciais Principal (COPE-P), em Brasília, e o Secundário, no Rio de Janeiro.

3D do Centro de Operações Espaciais Principal (COPE-P), em Brasília

Os COPEs consistem em complexos de operação e centro de processamento de dados que prestarão apoio ao Satélite Geoestacionário para armazenamento e processamento de dados do Governo Federal, garantindo a segurança da informação no país.

 

A obra demanda instalações especiais, já que é considerada de missão crítica, isto é, exige funcionamento ininterrupto. A parte elétrica e a climatização são essenciais para garantir a operação dos sistemas. O engenheiro Marcos Pinheiro comentou o projeto. “A complexidade do projeto está nas etapas, arquitetura, segurança, redundância e outros fatores que deverão ser conjugados. Será um desafio que cumpriremos com determinação”, diz.

 

Os COPEs estão sendo construídos em BIM (Building Information Modeling). A inovadora metodologia de gerenciamento dos processos em obras reduz custos e riscos, além de aumentar a produtividade. O sistema eleva o nível de confiabilidade do planejamento, gerenciamento e controle de obras da construção civil. Falamos de forma mais detalhada sobre o BIM neste post.

 

O Data Center de Brasília será o primeiro do Centro-Oeste e o segundo da América Latina a receber a certificação TIER IV. É o nível mais alto de redundância de energia, refrigeração, eficiência energética e disponibilidade de 99,995%. A certificação indica os níveis de infraestrutura de um local destinado ao funcionamento de um centro de processamento de dados (CPD). Isto significa uma estrutura com manutenção continuada da operação, 24h por dia, durante os 356 dias do ano, com alta tolerância a falhas e capacidade de ultrapassar os piores incidentes técnicos. A primeira etapa de obras do COPE-P deverá ser finalizada em agosto de 2018.