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Trabalhe com o que gosta

Por: Almeida França

11 de janeiro de 2016

O rendimento no trabalho pode ser muito maior quando a pessoa faz o que a torna feliz.

Um dos momentos cruciais da vida é a hora de escolher a profissão. Nesse período sempre surge uma dúvida: eu faço o que gosto ou algo que me trará um bom retorno financeiro? Parece uma pergunta difícil, mas a pesquisa realizada pela Catho aponta que os funcionários preferem trabalhar com amor mesmo ganhando menos. Isso acontece, pois eles são mais felizes e, assim, melhoram o rendimento, visto que o serviço será mais agradável.

A pessoa que é satisfeita com o que trabalha costuma inovar constantemente, uma vez que busca possuir maior domínio e conhecimento sobre o assunto. Assim, ela sente-se segura com o trabalho realizado, pois entende bem aquele campo. Essa sabedoria específica pode trazer reconhecimento e, consequentemente, aumento de salário ou mudança de cargo.

Um fato curioso é que, muitas vezes, o indivíduo descobre a profissão na infância. A criança se apaixona por algo quando pequena e tende a seguir certa carreira no futuro. Sobre a época em que escolheu a carreira, o Engenheiro Civil, Paulo Sérgio Abreu, diz: “Desde pequeno eu gostava de engenharia. Quando tinha 5 anos e brincava com carrinhos, eu fazia estradas e pontes, então acho que foi aí que encontrei minha vocação”.

A qualidade do trabalho também é um dos principais aspectos em uma profissão. A respeito disso, Paulo Sérgio ainda comenta: “Minhas entregas são muito boas porque gosto do que faço. Assim, nos projetos eu procuro fazer o melhor possível com a tecnologia que tenho a disposição”.

Também é evidente que o trabalho prazeroso possibilita maior produtividade, além de entregas melhores. Ellis Regina Araújo, Jornalista, fala um pouco sobre o assunto: “Quando gostamos do que fazemos, as entregas são bem melhores, pois nos dedicamos mais e nosso comprometimento vai além do fator financeiro e profissional”.

Entretanto, também existem algumas barreiras dependendo do que se pretende fazer. falta de oportunidades para a profissão ou o número reduzido de equipamentos para realização o serviço, são exemplo disso. Foi o que aconteceu com alunose Desenho Industrial da Universidade de Brasília (UnB) e deu impulso para eles criarem a organização inovadora – Brasília FabLab.

O FabLab é uma rede de laboratórios de fabricação digital dos Estados Unidos. Os estudantes o conheceram durante intercâmbio por meio do Ciência sem Fronteiras (CSF) e, quando regressaram ao Brasil, decidiram abrir o Brasília FabLab, já que o que eles gostaram de fazer não existia aqui.

Hoje, já formados, eles comandam o laboratório que funciona como centro de pesquisa e produção, oferecendo ferramentas e tecnologias para fazer experimentos sem depender da escala industrial. Segundo o engenheiro elétrico, Bruno Amui, para reduzir os custos inicias, eles optaram por fazer grande parte dos itens necessários para o funcionamento do espaço no próprio laboratório. Eles possuem o conhecimento necessário e equipamentos especiais, como a impressora 3D e a cortadora a laser.

O design, André Luiz Dias, conta sobre a criação do laboratório aqui: “Estudar nos Estados Unidos foi muito enriquecedor porque nos ajudou bastante a produzir e conhecer muito dessas novas tecnologias. Mas, o melhor de tudo foram os ambientes em que estávamos inseridos lá. Laboratórios como esse possibilitam trocas de experiências entre pessoas de várias formações e isso me motivou a abrir um igual para trabalhar com pessoas diferentes aqui”.

O alto rendimento no FabLab é percebido de maneira efetiva ao observar o quanto os criadores estão felizes com o que fazem. O crescimento de cada membro e a maneira de como a ideia deles ajuda outras pessoas ao redor, é um retorno do que eles aprenderam com a oportunidade de intercâmbio oferecida pela universidade. Dessa forma, fazer o que gosta se torna ainda mais importante quando ela auxilia outros ambientes e pode ser a motivação que falta para a realização profissional.

A produção no trabalho melhora, portanto, quando há paixão, o que gera entregas tão rápidas quanto boas. Ao fazer o que gosta, o trabalho flui e é mais fácil realizar as tarefas. Deve-se lembrar que devido à dedicação e ao comprometimento com o serviço, o reconhecimento profissional é resultado positivo de tudo o que é realizado.

 

Por Dayla Suênia