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Setores de tecnologia da informação e Internet lideram fusões e aquisições de empresas no Brasil

Por: Almeida França

6 de agosto de 2015

O termo Fusões e Aquisições (F&A) vem do inglês Mergers and Acquisitions (M&A). Ele se refere a um conjunto de operações que lidam com a compra, venda ou combinação de empresas. As fusões e aquisições permitem que os negócios atinjam rapidamente uma grande dimensão e ocorre para que as organizações possam explorar oportunidades e unir competências a fim de se desenvolverem. Assim, surgem como estratégia de consolidação e fortalecimento no ambiente empresarial e competitivo atualmente.

Fusões e aquisições têm sido comuns em diversos setores da economia brasileira, sobretudo em empresas tecnológicas. As corporações de tecnologia da informação (TI) – conjunto de atividades e soluções providas por recursos de computação que permitem o uso das informações – e Internet superam as demais áreas desde 2008. Isso se dá, principalmente, pois o mercado de tecnologia tem um movimento de consolidação superior ao de outros setores e necessita de atualização constante.

Segundo especialistas, há dois fatores que influenciam o movimento de fusões e aquisições: o aumento de gastos do governo em tecnologia e a fusão entre companhias de outros setores. Além disso, essas ações geram novos clientes que têm exigências maiores em relação ao que já existe no mercado e à variedade de produtos. As empresas então se adaptam ao que o público espera e transformam a experiência do cliente com a aceleração dos processos de negócio a partir da tecnologia da informação.

A auditoria e consultoria da PricewaterhouseCoopers (PwC) – uma das maiores prestadoras de serviços profissionais do mundo – registrou que o setor de TI, no Brasil, foi o que realizou mais fusões e aquisições este ano: 53 operações do tipo entre janeiro e abril. Este foi o terceiro ano seguido de liderança do segmento nestas transações, 4,85% a mais que em 2014.

Os números registrados equivalem a 20% das fusões e aquisições realizadas no país, sendo que 52% deles envolveram corporações estrangeiras. Segundo a PwC, o resultado demonstra ainda que o tamanho do mercado continua a ser visto como oportunidade pelas empresas de fora. Embora o cenário econômico não esteja tão favorável, o ritmo de operações de fusão e aquisição segue em alta.

Por Mayara Vendrell