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Retrofit na sede da Almeida França marca um novo momento

Por: Redação

20 de setembro de 2018

Em outubro a AFEL completa 30 anos e, para manter a cultura organizacional moderna, a empresa vem executando ações em níveis estratégicos, gerenciais e operacionais. Um grande passo em direção à mudança operacional foi o retrofit na sede da empresa, que transformou o antigo ambiente de trabalho em um espaço mais confortável e propício à inovação.

O grande benefício do retrofit foi a integração das diretorias, que antes eram separadas em prédios distintos. Hoje, os funcionários trabalham juntos em um ambiente sem compartimentação, possibilitando maior interação entre as áreas.

A busca pela certificação LEED, como contamos aqui (é só clicar), foi um momento oportuno para a realização das obras. A engenheira Milena Magalhães, responsável pela execução do projeto, comenta os desafios de empreender um retrofit na própria sede:

Redação: Porque a Almeida França decidiu fazer um retrofit na própria sede?

Milena: Seguindo o slogan da empresa, de “Constante Movimento e Constante Evolução”, a diretoria entendeu que chegaria um momento em que os layouts do escritório se tornariam obsoletos, então seria preciso modernizar. E este momento em que estamos pleiteando a certificação LEED foi bastante oportuno. Além da questão da economia no consumo de água e energia, o ambiente deveria estar em consonância, proporcionando o conforto no ar condicionado e luminotécnico, por exemplo. Assim, mudamos os móveis para uma disposição mais aberta, com estações de trabalho que permitissem uma maior interação entre os funcionários. Escolhemos revestimentos como pintura e vidro, que favorecessem a luminosidade e maior amplitude do ambiente. E tem tudo a ver com os valores da AFEL, que prima em favorecer a ergonomia e o conforto aos funcionários.

Redação: Quais os desafios em executar uma obra na própria sede da empresa?

Milena: É bem diferente. Numa obra convencional você tem contato apenas com o cliente. A opinião é formada pelo cliente/contratante e pelos projetistas e arquitetos do cliente. Construir na própria sede é diferente porque todos os funcionários opinam, acompanham o passo a passo e a evolução da obra, sugerem, fiscalizam.

Redação: Com o prédio ocupado é mais difícil a execução é mais difícil? 

Milena: Bem mais difícil, principalmente porque aqui na reforma, mexemos muito com pintura. E, por mais que a gente optasse por tintas com baixo VOC, seguindo as determinações da certificação LEED, existiam pinturas como a de esmalte sintético que precisávamos executar em dias e horários alternativos, para não atrapalhar o funcionamento da empresa e não provocar o desconforto dos funcionários que estavam próximos aos locais onde estávamos pintando. Nós tentamos pintar no horário comercial mas não conseguimos, então tivemos que estabelecer horários e dias alternativos para serviços mais específicos. Para a lavagem de piso e para a remoção de revestimentos antigos, que requerem o uso de produtos químicos, exigiu-se a realização nos finais de semana, para evitar o desconforto dos usuários.

Redação: Quanto tempo durou a obra?

Milena: Fizemos um cronograma, mas alguns empecilhos surgiram no caminho, então desobedecemos o cronograma, justamente por conta destas dificuldades com a pintura e com a serralheria, uma atividade que produz muito ruído. Como os funcionários estavam trabalhando muito próximos à obra, isto atrapalha a concentração e os serviços no dia a dia.

Redação: O resultado final foi satisfatório?

Milena: Muito satisfatório! Claro que um consenso é sempre complicado, mas a grande maioria gostou muito do resultado final. Os funcionários já se mudaram e estão muito animados, o astral já mudou. Os funcionários foram muito parceiros e pacientes durante a obra e agora que todos já estão instalados, estão muito satisfeitos. Faz toda diferença para a motivação do funcionário chegar para trabalhar e ter um móvel novo, um layout diferente, pintura nova, boa luminosidade, ar condicionado com temperatura adequada.

ENTREVISTADA

Milena Magalhães é engenheira civil e está à frente do retrofit na sede da Almeida França Engenharia.