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Como funciona o mercado de data centers no Brasil e no mundo?

Por: Almeida França

20 de julho de 2015

Data center, também conhecido como computador central ou centro de processamento de dados, nada mais é do que um local destinado a manter os equipamentos seguros e bem conservados. O armazenamento deve ser feito de maneira adequada para que não ocorram desvios ou quedas dos serviços de uma empresa. Qualquer informação acessada pela internet também fica retida em um data center, independendo da rede acessada.

No Brasil existem 6,3 milhões de empresas, das quais 99% são micro e pequenas, com até 100 funcionários. Trata-se de um volume expressivo e que não pode ser desprezado quando se pensa nas demandas de comunicação desses usuários, ou seja, reter a informação é indispensável a empresas de qualquer porte. “O Brasil é um dos grandes mercados de data centers à distância, enquanto Brasília é extremamente dinâmica nessa área” disse Rafael de Sousa, professor de Engenharia de Redes na Universidade de Brasília.

Os centros de processamento de dados são alojados em compartimentos ou salões com extrema proteção, paredes de concreto grosso, controle de acesso, segurança especializada, salas sem janelas e sistema de proteção contra incêndios — já que a presença de água não é permitida dentro desses espaços. Quase sempre, os equipamentos ficam sobre racks ou armários metálicos, com monitoramento de temperatura para evitar o super aquecimento das máquinas. A necessidade desses espaços é explicada pelo desejo de se ter um grande armazenamento para futuro backup.

Agora, com o Marco Civil da Internet — direitos e princípios que regulam o armazenamento e uso de dados na internet —, as empresas tomaram consciência da necessidade de saber onde seus dados serão arquivados. Com a expansão das redes sociais e da tecnologia móvel, o volume de tráfego de dados tende a crescer bastante nos anos seguintes. Se a empresa não sabe onde suas aplicações são processadas, está sujeita a enfrentar questões judiciais. Segundo esse conjunto de leis, a obrigatoriedade se aplica apenas para as grandes indústrias que tem seu próprio armazenamento, como Google, Microsoft, Facebook e Apple.

Em 2013, o Brasil foi líder no mercado de processamento de dados, com 58,5% de participação ativa, de acordo com dados retirados da empresa internacional de consultoria e inteligência de mercado Frost & Sullivan. Segundo a empresa, até 2017, o Brasil alcançaria 59% de market share, termo que mensura o crescimento de produtos dentro do mercado além de descobrir nichos individualizados.

Segundo estudo do Cisco Global Cloud Index (GCI 2013-2018) — índice que prevê o tráfego de data centers, nuvens e tendências relacionadas por um período anual —, o crescimento mundial de data centers triplicará até 2018, com um aumento de 23% da taxa de crescimento anual composto. Em 2018, os serviços em nuvem subirão para 76%. Para as empresas, manter a competitividade em ambiente digital traz o desafio de armazenar as informações com a mesma segurança, eficiência e disponibilidade do meio físico.

Mesmo diante de tantas barreiras que a movimentação de dados e informações confidenciais tem, o comércio de serviços de data centers está em constante expansão no Brasil e no mundo. Suas ações independentes são fundamentais para grandes negócios e para as empresas coletivas que oferecem esse serviço. As oportunidades de novos serviços são inúmeras e estão surgindo em todos os setores da economia, das grandes corporações às pequenas empresas.

Por Karolyne Antunes