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Certificação para empresas de Engenharia Civil: gestão em qualidade

Por: Almeida França

16 de março de 2015

As normas de certificação, quando bem aplicadas em construtoras e empresas de engenharia, demandam um rigoroso controle não somente de processos construtivos como também administrativos. As diretrizes que guiam o processo entendem que a qualidade começa no planejamento da obra, passa por treinamento e pela qualificação dos funcionários, construção e processo de venda e estende-se à assistência técnica pós-venda.

 

Na maioria das empresas o processo construtivo não segue um padrão – mas sim, é improvisado. A falta de alinhamento pode levar a uma histórica porcentagem de desperdício que bate recordes de 30% nas construções: insumo, tempo e dinheiro, se gastos de forma não planejada, prejudicam a competitividade das empresas no setor e a melhoria na qualidade de produtos e serviços.

 

O objetivo a longo prazo das certificações de sistemas de qualidade é criar um ambiente de isonomia competitiva que forneça soluções mais baratas e de melhor aptidão técnica. Para que isso seja possível as empresas devem escolher, baseadas em critérios técnicos, as normas que se adequam melhor à sua área de domínio. Certificações como PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat), ISO 9000 (Sistema de Gestão da Qualidade), ISO 21000 (Responsabilidade Social) e Aqua (Alta Qualidade Ambiental) são exemplos de aplicações e extensões do processo.

 

Um bom projeto começa pelo diagnóstico da empresa. Com foco em métodos e pessoas, o estudo de cenário deve demonstrar e entender as barreiras a serem transpostas. Desta forma, abre-se espaço para as fases seguintes do processo: treinamento, desenvolvimento e implementação do sistema e contratação de uma entidade certificadora.

 

Prezando por uma implementação altamente participativa, o treinamento das equipes voltado para a interpretação de requisitos necessários se completa com a condução regular de auditorias internas. Em seguida, é preciso questionar os processos construtivos à luz de padrões de qualidade e dos objetivos da política adotada, definir a estrutura da documentação do sistema a ser implementado e descrever e aprovar os procedimentos. Finalmente, a escolha de uma entidade certificadora dentre as 23 que operam no país deve levar em conta o mercado de atuação atual da empresa e suas ambições futuras (contidas nos planos estratégicos).

 

A aplicação de novas normas no cotidiano depende, essencialmente, de uma outra cultura dentro da empresa. Atenção especial aos recursos humanos envolvidos na metodologia proposta é fundamental para que se estabeleça uma forma diferente de se pensar o processo construtivo. O primeiro passo deve ser planejar o sistema de qualidade e definir as estratégias para a sua aculturação definitiva, já que as mudanças estão alinhadas com o envolvimento das equipes.

 

Ao implantar certificações de qualidade é inevitável que as empresas busquem uma especialização nos processos. O erro está em achar que o programa termina com a certificação: na verdade, o sistema de melhoria contínua só se desenvolve a partir dessa iniciativa. O setor passa a ser exposto a um outro tipo de concorrência e é necessário que seja feito um acompanhamento ao longo do tempo para manter constante o controle de qualidade dos processos. Se por um lado essa exposição traz os custos sociais da globalização, por outro traz também os benefícios do crescimento profissional e empreendedor.

Por Carolina Pavan